Hollywood

Review | ‘Freefall’, Netflix documentary, denounces the frauds of the famous airline Boeing

The Boeing airline is one of the best known and most respected in the history of aviation – but that doesn’t mean it hasn’t made serious mistakes throughout its existence. This is precisely what the documentary ‘Free Fall: The Tragedy of the Boeing Case’, by Netflix, seeks to explore: how an institution that emerged as a way to shorten the distances between different people in the world surrendered to mere profit and put its reputation in check , in addition to causing the death of nearly 350 people. Follow Celebrilla for more updates.

Of course, the streaming giant often loses its grip on its original productions, but that’s not the case with this feature film. Directed by Rory Kennedy, director known for her acclaimed production ‘Last Days in Vietnam’, the work guides us through a pernicious path that goes back to the official launch of Boeing in the United States and details with impressive didactics how it sold itself to predatory capitalism and to Wall Street’s controversial ambitions, resulting in two of the most shocking accidents of the past decade. Featuring interviews with important names in the aeronautical scene, including brief comments from Chesley “Sully” Sullenberger (who inspired the great biopic ‘Sully – The Hero of the Hudson River’),

Para aqueles não familiarizados, as tragédias a que o filme se refere ocorreram em outubro de 2018 e em março de 2019 – um número altíssimo dentro do universo da aviação. O primeiro envolveu uma aeronave da Lion Air, enquanto o segundo, na Ethiopian Airlines; ambos unidos por um mesmo tipo de avião intitulado 737 MAX. A princípio, o público é levado a acreditar que a narrativa, assinada por Mark Bailey e Keven McAlester, irá recontar apenas de que forma os acidentes aconteceram, trazendo investigações por parte da perícia para determinarem a verdadeira causa. Entretanto, logo percebemos a máscara colocada para encobrir o real motivo – que inclui um omisso acordo fechado no final da década de 1990 e uma mudança drástica na ética da empresa que deu início a uma série de decisões problemáticas que prenunciaram uma regurgitação de segredos que há pouco tempo vieram a público.

Quando olhamos para o teor do documentário, parece que estamos lidando com uma carta de ódio direcionada a apenas uma companhia, como forma de desmoralizá-la e atrair clientela para sua concorrente – que, neste caso, é a Air Bus. Porém, não há nada além de fatos que Kennedy traz às telas, investindo esforços e uma estética bastante chamativa para construir tensão até nos levar a um estado catártico com revelações bombásticas de como o apreço pelo capital desmantelou a organização interna da Boeing. A principal mensagem deixada aqui é: quando a sede pela dominação capitalista fala mais alto que o bem-estar e a segurança das pessoas, nada pode acontecer além de uma calamidade.

Os três atos do filme, que se desenrolam em um frenesi de reviravoltas e documentos que pipocam de um lado para o outro, servem como reflexo de grupos elitistas que ainda insistem em afirmar uma superioridade execrável perante outrem. No caso do acidente com a Lion Air, os executivos da Boeing chegaram a criticar a educação aviária dos pilotos (que, ironicamente, haviam terminado seus estudos nos Estado Unidos); na Ethiopian, uma questão similar foi trazida a julgamento, ambos denunciando uma xenofobia velada contra povos do Oriente Médio e da Ásia. Afinal, o principal culpado foram os responsáveis pela 737 MAX e por uma “melhoria” conhecida como MCAS que simplesmente não foi mencionada aos pilotos ou estava com mal funcionamento.

O MCAS, acrônico para Sistema de Aumento de Característica de Manobra, é um software que foi introduzido nos aviões MAX 8 e 9 da linha 737 e que auxiliaria a nave a voltar ao seu estado normal quando em stall (para aqueles que não sabem, o stall ocorre quando o jato parece estar subindo, mas, na verdade, está descendo de forma inclinada). A melhoria foi aplicada aos modelos supracitados da Boeing para permitir que, em meio a problemas de stall, o nariz do avião fosse automaticamente empurrado para baixo, recuperando o equilíbrio e permitindo que ele voasse sem muitos problemas. Entretanto, não foi isso que aconteceu e, o que era para ser uma ajuda aos pilotos, acabou se tornando um prejuízo inestimável que abriu inquérito por parte das autoridades.

O mais interessante da obra é o modo como se dispõe dos fatos apresentando, apostando fichas em uma cronologia que foge do convencional e vai e volta no passado para construir uma relação de causa e consequência, desde a compra da Boeing pela empresa privada McDonnell Douglas, em 1997, e a demissão em massa de boa parte dos funcionários originais como forma de implementar uma maquinaria que trabalhasse mais rápido, a pequenas falhas que se aglutinaram em uma bola de neve e deram origem a um dos julgamentos mais incabíveis da história contemporânea – visto que o próprio juiz responsável pela investigação se chocou com a omissão de informações por parte da empresa a seus empregados.

‘Freefall’ is a welcome surprise to the Netflix catalog and awakens a critical sense in viewers about how facades tend to fall in moments of greatest despair – and how a name as important as Boeing derailed its own code in favor of a race for control of the heavens and the total devaluation of humanity.

Follow Celebrilla and stay update in future.

Share your comments